Artigos
5 erros na segurança de condomínios

Falhas vão além da tecnologia
Investir em câmeras e equipamentos não garante, sozinho, um ambiente seguro. Grande parte das falhas de segurança em condomínios e empresas está em processos e hábitos do dia a dia, e não na falta de tecnologia.
Com o setor de segurança eletrônica faturando R$ 14 bilhões em 2024, alta de 16,1% sobre o ano anterior (Panorama 2024/2025, Abese), vale entender os erros que mais comprometem a proteção de moradores, funcionários e patrimônio.
Onde a segurança realmente falha
Na prática, os maiores riscos não estão apenas na ausência de tecnologia, mas na forma como ela é utilizada ou mal utilizada. Falhas operacionais, falta de integração e decisões do dia a dia abrem brechas que são exploradas com facilidade.
Sem processos bem definidos, até mesmo estruturas com alto investimento acabam se tornando vulneráveis.
5 erros comuns na operação
Controle de acesso frouxo na portaria
Liberar a entrada de visitantes sem confirmação, ou “segurar a porta” para quem não foi identificado, ainda é uma das brechas mais exploradas por criminosos. Protocolos claros, aliados a reconhecimento facial ou portaria remota, reduzem esse risco.Câmeras mal posicionadas ou sem manutenção
De nada adianta ter dezenas de câmeras se há pontos cegos ou equipamentos inoperantes. O monitoramento precisa cobrir acessos, garagens e áreas comuns com checagens periódicas.Falta de integração entre os sistemas
Câmeras, alarmes e controle de acesso isolados dificultam respostas rápidas. Sistemas integrados permitem identificar padrões suspeitos e agir antes que o problema se agrave.Dependência de análise manual das imagens
Assistir horas de gravação é lento e falho. A inteligência artificial já permite leitura de placas, reconhecimento facial e análise comportamental. O uso de reconhecimento facial cresceu 47% entre 2022 e 2024 (Abese).
Como explica Vinicius Romano, CEO da Camerite:
“A inteligência artificial transforma imagens em conhecimento e permite encontrar respostas em minutos.”
Falta de atualização da tecnologia e da equipe
Equipamentos defasados e equipes sem treinamento enfraquecem qualquer operação. Modelos por assinatura com atualização contínua têm ganhado espaço, inclusive pela redução de custos.
A portaria remota, por exemplo, pode reduzir custos entre 40% e 60% em comparação a modelos tradicionais.
O impacto de corrigir esses erros
Quando esses pontos são ajustados, os resultados são claros. Em Palotina (PR), atendida pela Camerite, a ampliação do monitoramento, hoje com uma câmera para cada 66 habitantes, contribuiu para reduzir cerca de 80% dos roubos entre 2019 e 2020.
Mais do que tecnologia, o resultado vem da combinação entre cobertura, inteligência e gestão eficiente.
Segurança exige estratégia, não só equipamentos
Segurança eficiente não depende apenas de mais câmeras. Depende de processos bem definidos, sistemas integrados e tecnologia que realmente trabalha a favor de quem protege o condomínio ou a empresa.
Fontes: Abese — Panorama 2024/2025; Abese — Portarias remotas e a evolução da segurança nos condomínios brasileiros; dados internos Camerite.





